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Tudo que você precisa saber antes de escrever um livro – Dicas essenciais para nunca mais começar e desistir

Publicado por Vilto Reis em

Você já se sentiu assim ao começar a escrever um livro?

Com uma sensação estranha? Está empolgado com a ideia. Mas parece que falta alguma coisa.

Fica repetindo para si mesmo que dessa vez será diferente. Você vai acabar o livro. Mas e o incômodo que bate. Você está preparado? Vai ter motivação para ir até o fim?

Então pensa nas centenas de páginas que irá ter de escrever. Em todas as descrições, personagens que nem sabia que seriam necessários e diálogos infindáveis. Todas as revisões que parecem nunca mais acabar.

Daí percebe. Falta alguma coisa.

Faltou se preparar melhor, não é mesmo? Mas este artigo vai te ajudar. Acredite!

Continue lendo esse artigo para saber:

  • Por que o lugar onde escrever é tão importante
  • Como definir uma rotina ajuda
  • De que forma procurar estímulos criativos
  • Sua missão: encontrar o seu método, ou seu jeito
  • O dever de buscar referências
  • Ouvir os outros e prestar atenção ao seu redor
  • Como estudar pode te ajudar
  • O importante é não desanimar. É difícil, mas vale à pena

Por que o lugar onde escrever um livro é tão importante

Parece besteira. Principalmente se você ouviu a história de J.K. Rowling, ou uma infinidade de outros escritores que escreviam em cafés.

Vejamos, Jane Austen. Passou seus últimos anos escrevendo em uma mesa de não mais que duas polegadas de largura de marfim. Detalhe, em uma casa de campo.

Já Kafka teve uma fase de dar calafrios na maioria de nós. Escrevia em uma mesa no corredor da casa.

Imagine! Pessoas passando a toda hora. Deus me livre.

Mas ter um local de trabalho definido ajuda você. Pelo simples fato que colabora na formação da noção de hábito. Para o seu cérebro, toda vez que sentar naquele local, uma coisa importante vai acontecer. Você vai escrever um livro!

Além de um local, tenha um horário.

Como definir uma rotina ajuda

Depois que a expressão “fugir da rotina” caiu no vocabulário comum, “rotina” parece ter se tornado algo ruim.

Porém se lermos o livro O poder do hábito, de Charles Duhigg, vemos que a formação de rotina é fundamental para o ser humano.

Ou seja, se você quer escrever um livro, tem que escrever todos os dias. E ter um horário definido, vai te ajudar nisso.

Pense por um momento. Ao escrever por 30 minutos diariamente, talvez você conseguisse produzir uma página por dia. E ao fim de um ano, teria um livro de 360 páginas. É só criar o hábito.

Aliás, se você tem dificuldades de formar uma rotina de escritor, faça o curso gratuito HÁBITO DE ESCREVER – Aprenda a criar!

Outro detalhe importante: descubra seus horários.

Há quem trabalhe melhor à noite. Outros preferem a manhã etc. Não contrarie seu corpo.

Defina um horário e firme uma rotina de escrita diária.

Mas não esqueça dos estímulos!

De que forma procurar estímulos criativos

Você se considera alguém criativo?

Bom, para ser uma pessoa criativa, é preciso assumir uma atitude criativa. E com isso, quero dizer: cercar-se de estímulos.

E é claro que não estou falando apenas de café. Nem de outros tipos de substâncias que possam deixá-lo alterado.

Esses estímulos podem ser até mesmo tarefas manuais. Muitas das vezes, após uma intensa atividade cerebral, focar-se em outras coisas acaba nos ajudando.

Sair da zona de conforto também é importante. O que você nunca fez que gostaria de fazer?

Aprender pole dance? Jogar xadrez? Pular de paraquedas? Cuidar de um Bonsai? Tornar-se um mestre cervejeiro? Encarar um Paintball?

Seu cérebro será estimulado e novas ideias surgirão. Lembre-se que a criatividade é a combinação ou recombinação das ideias e conceitos que você possui. Ao serem estimuladas, nossas mentes fazem novas conexões e criam possiblidades.

Por exemplo, na criação de um método próprio de escrita.

Sua missão: encontrar o seu método, ou seu jeito

O que você prefere, escrever um livro a mão ou no computador?

Cada um tem um método próprio, que vai facilitar na hora da escrita. Você pode, por exemplo, usar o Google Docs para capturar sua voz e transformar em texto (algo como: digitar com a voz).

A maioria dos escritores têm hábitos que parecem estranhos. Mas se os ajudam a escrever, quem vai julgar?

Honoré de Balzac tomava 50 xícaras de café por dia. O famoso autor de Os Miseráveis, Victor Hugo, só escrevia de pé. Imagine, dizem que chegava a passar 14 horas seguidas trabalhando. Haruki Murakami acorda às 4h da manhã, escreve até as 9h e vai fazer outras atividades. E Pablo Neruda, que só escrevia com tinta verde?

Então sua missão agora é descobrir seu método próprio.

Mesa de trabalho para escrever um livro!

Esta é a mesa de trabalho que uso atualmente. Deu trabalho montar esse cenário, mas valeu à pena.

O dever de buscar referências

Referências nunca são demais. E na hora da criação, todo tipo de conhecimento é válido.

Você deve sempre se desafiar a conhecer coisas diferentes. O escritor deve ser um sujeito curioso por natureza. Portanto, nada como ir além.

Que tal conhecer um filme que não seja de Hollywood? (Para experimentar algo diferente). Ou se dedicar a sentir um álbum de música que nunca ouviu. Talvez ler entrevistas de outros tipos de artistas, não só escritores.

É importante também não ficar preso ao tipo de literatura que quer escrever.

Se gosta de romances, leia poesia. Se vai escrever uma história medieval, por que não ler uma peça de teatro. Ou se quer desenvolver pequenos contos, talvez ler um roteiro cinematográfico.

Dedique-se também a ler de tudo na internet. (Algumas das minhas fontes preferidas são: Obvious Magazine, Vice, Papo de Homem, Update Or Die, Follow The Colors etc).

Mas você também precisa estar atento!

 

Ouvir os outros e prestar atenção ao seu redor

Nunca perca a oportunidade de conhecer alguém.

Afinal de contas, prestar atenção ao seu redor pode gerar uma série de ideias para você escrever um livro. Ao entrar em contato com outras perspectivas de vida, você vai ampliar seu espectro de referências.

Nunca fuja de uma conversa em fila de banco, dentro do ônibus ou em um mercado. Um jeito de falar, uma gíria, um cacoete da pessoa. Tudo isso são formas de você enriquecer seus personagens.

E, claro, esteja sempre na companhia de pessoas criativas. Andar com elas fará com que você aprenda o jeito delas de pensar. Desta forma, seu cérebro se habituará ao pensamento criativo.

 

Como estudar pode te ajudar

Há quem questione os “manuais” de escrita. Dizem até que pode aprisionar a criatividade. Ou que eles ensinam formatos pré-fabricados.

A verdade é que quem acredita nisso está preso a uma ideia romântica. Aquela de que o escritor é um sujeito inspirado, especial, quase como um ser sobrenatural. Este tipo de visão é prejudicial para o escritor se desenvolver. Pois impede ele de ouvir outros escritores, aprender técnicas literárias e evoluir sua escrita.

A roda já foi inventada. Só precisamos aprender a girá-la.

Além dos livros de técnica, as oficinas literárias ajudam bastante. As presenciais geram amizades com outros escritores, a troca de ideias e a motivação para escrever um livro.

Os cursos para escritores online, como os daqui da RUSGA, permitem que você estude onde e quando quiser. E, assim, aprendendo novas ferramentas independente do lugar onde você vive ou do tempo que tem.

Prepare-se para quando a inspiração faltar

A melhor forma de vencer a falta da inspiração é o hábito.

Nem todos os dias, você vai acordar inspirado, a fim de escrever a próxima saga de 10 livros. E é nesses dias que você tem que escrever. Não hesite. Escreva sobre o que der na telha. Faça uma descrição, qualquer coisa.

Qualquer situação da vida é uma possibilidade de virar uma narrativa.

Tem vezes que achamos que não estamos inspirados. Então sentamos e começamos a escrever e a mágica acontece.

(Importante: quanto mais distrações você tiver, menos inspiração deve ter).

E quando bater o desânimo?

 

O importante é não desanimar. É difícil, mas vale à pena

Você quer ser um escritor satisfeito consigo mesmo e publicado?

Então você precisa ser teimoso. Nunca deixar se vencer pelo desânimo ou a baixa estima. Acredite, até os escritores mais conhecidos, em algum momento, escrevem algo muito ruim. Ou algo muito bom que acham horrível.

Confie na sua criatividade e não fique sentindo pena de si mesmo.

Há quem passe mais tempo criando desculpas para não escrever, do que criando histórias.

E com esta atitude, a pessoa nunca será escritor.

O importante é não desanimar. É difícil, mas vale à pena.

***

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