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5 Conselhos de Machado de Assis para escritores (comentados)

Vilto Reis
Escrito por Vilto Reis
5 Conselhos de Machado de Assis para escritores (comentados)
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Conselhos de Machado de Assis para escritores são muito apreciados por aqueles que estão começando a trilhar seus caminhos nas letras.

Afinal de contas, trata-se daquele que muitos consideram o maior escritor brasileiro de todos os tempos.

Talvez só não o admiremos mais porque falta um acompanhamento adequado para entender sua obra, na escola, quando nos é apresentada.

Conheça abaixo fatos sobre a vida do gênio e quais conselhos de Machado de Assis podemos receber.

Quem foi Machado de Assis?

Autor de romances, contos, crônicas, poesias, crítica literária e peças de teatro, Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, em 1839.

Seu pai era mestiço, e a mãe, uma imigrante portuguesa, que faleceu quando ele tinha somente 10 anos de idade.

Aprendeu francês com um padeiro e desde cedo demonstrou facilidade com as letras.

Logo se inseriu nos círculos literários carioca, começando por publicar poesias em jornais até seu primeiro livro de contos, aos 31 anos de idade. 

Dali em diante, as publicações se multiplicaram, assim como sua fama de um escritor que preferia descrever o psicológico dos personagens à ação constante.

Seus livros mais famosos são Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro.

Também fundou a Academia Brasileira de Letras, ocupando o cargo de presidente até a morte, em 1908.

Mas que conselhos de Machado de Assis podemos extrair para os escritores?

5 Conselhos de Machado de Assis para escritores (comentados)

1) Conexão com o seu tempo

Ninguém poderia ter sido tanto um homem de seu tempo como Machado de Assis. Mesmo que pintasse cenas locais em suas obras, ele conseguia ser universal.

Talvez isso viesse da forma como via o que um escritor deveria ter.

Veja só este conselho concedido por Machado:

“O que se deve exigir do escritor, antes de tudo, é certo sentimento íntimo, que o torne homem do seu tempo e do seu país, ainda quando trate de assuntos remotos no tempo e no espaço.”

É como se o desejo do fundador da ABL fosse que o escritor agisse como um espelho de dois lados, que tanto refletisse seu interior como seu exterior na literatura.

2) Coragem de cortar palavras

Machado de Assis não deixou dúvidas sobre sua opinião:

“Tenha a coragem de cortar. Caso algumas lindas frases não acrescentem nada de novo ao que você está tentando dizer, corte-as sem perdão!”

Há quem tenha dó de apagar as frases que teve “tanto trabalho” para escrever, mas isso é apenas uma forma de miopia. Afinal, o trabalho do escritor inclui a edição. Ou seja, após escrever, deve-se reescrever e editar as palavras, frases e parágrafos até alcançar a perfeição. Ou ao menos, prestar-se a tentar.

E se necessário for, corte sem perdão, como diz o mestre.

3) Escreva para ser lido

A crítica costuma associar o termo “baixa literatura” com aqueles livros que fazem sucesso com o público. De certa forma, é como se o fato de muitas pessoas gostarem de ler determinada obra automaticamente a tornasse ruim. 

Pelo jeito, Machado não pensava deste modo, pois ele disse:

“O melhor drama está no espectador e não no palco.”

Autor de romances de folhetim — publicados periodicamente em jornais ou revistas —, o Bruxo do Cosme Velho sabia bem encantar o público. 

Não seria por isso que até hoje discutimos se Capitu traiu ou não Bentinho?

4) Não perca o seu bom humor ao escrever

Há quem não leve a sério o ato de escrever, mas aqueles que o levam, costumam exagerar.

Machado de Assis parecia ter uma visão mais leve da questão, considerando que certa vez afirmou:

“Escrever é uma questão de colocar acentos.”

Nada mais simples e pueril, não?

Assim sendo, por que se levar tão a sério? Procure fruir o ato de escrever, aprendendo a gostar de cada uma das etapas.

5) Contos são melhores do que romances

Vejamos uma afirmação de Machado de Assis que, certamente, hoje seria polêmica:

“Há sempre uma qualidade nos contos, que os torna superiores aos grandes romances, se uns e outros são medíocres: é serem curtos.”

Diferente da maioria das pessoas que podem ficar revoltadas com tal frase — afinal, estamos na era em que parece obrigatório reagir com furor —, eu só gostaria de fazer uma pergunta a Machado: que qualidade é essa?

Ainda que ele não tenha transmitido esta informação, ao mesmo sabemos qual era a sua preferência.

E, caso você seja um escritor iniciante, por que não tentar começar a escrever pelos contos?

Conclusão

Em nossa formação como autores, é importante nos apoiarmos nesses pilares da literatura, como podemos ver nestes conselhos de Machado de Assis para escritores.

Por este motivo, participei da criação do curso A VIDA POR ESCRITO — 10 Autores e seus segredos narrativos, com o intuito de oferecer informação de qualidade sobre esses grandes gênios da literatura.

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E o que você acha?

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