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5 Atitudes de quem deseja melhorar como escritor

Publicado por Vilto Reis em

5 Atitudes de quem deseja melhorar como escritor

Melhorar como escritor é um objetivo almejado por todos os iniciantes, mas poucos conseguem.

Muitas das vezes, por não sabermos o que fazer. Ou onde estamos errando.

O que impede você de alcançar o tão desejado sonho de escrever e publicar um livro?

Já pensou nisso?

Neste artigo, você irá conferir 5 atitudes que precisa tomar para melhorar como escritor.

Vamos a elas:


1) Aprender a ler de verdade para melhorar como escritor

Já vi alguns professores de escrita criativa que admiro — como Assis Brasil e Raimundo Carrero — dizerem que o maior ensinamento de suas oficinas é ensinar os jovens escritores a ler.

Mas como alguém pode ser escritor se é analfabeto? 

Não é este o ponto. E sim, que não sabemos ler como escritores.

Ou você notou os pormenores das últimas obras de ficção que leu? 

É mesmo? Viu a simbologia nos objetos que o protagonista carregava, como o autor manipulou o tempo em favor de sua narrativa, ou o subtexto presente nos diálogos, que na superfície mostravam um assunto, mas no fundo tratavam de outro?

Percebeu?

Como podemos aprender lendo ficção se não sabemos ler?

Só lendo de verdade podemos “roubar” aquelas técnicas para nossa escrita. E esse ler trata-se de entender os mecanismos utilizados pelo escritor.

O que foi? Roubar é uma palavra forte? Porém é exatamente o que todos os artistas fazem. Roubam conceitos e os modificam (isso não quer dizer plágio).

Há até um livro com o título Roube como um artista, de Austin Kleon.

Portanto, aprenda a ler se deseja melhorar como escritor.


2) Adquirir o hábito da escrita com frequência

O escritor precisa escrever todos os dias?

Depende. Você pode redigir um conto por semana, sentando-se apenas aos sábados para escrever, por exemplo.

Entretanto, a escrita torna-se mais fácil quando escrevemos todos os dias. 

A frequência gera o hábito. 

E o hábito de ter a ideia, escrever, revisar, criticar, reescrever, contar com a opinião dos outros, modificar e publicar ad infinitum produz excelência.

Portanto, crie em si o hábito de escrever.

Quinze minutos por dia funcionam melhor do que nenhum.


3) Dominar a autossabotagem e terminar o que começa

Ouço muitas pessoas dizerem que não escrevem porque a autocrítica não permite.

Sim, é normal durante a escrita você pensar que:

  • Está tudo uma porcaria;
  • Não nasceu para isso;
  • A ideia nem é boa, por que perder tempo?
  • É uma fraude, não um escritor;
  • Entre outras autossabotagens.

No entanto, se não vencer estes pensamentos, não conseguirá ir adiante e melhorar como escritor.

A resposta para tudo isso é sempre os “3 Ns”:

  • Não importa. 
  • Não preciso provar nada a ninguém. 
  • Não é minha missão julgar a ideia, esta tarefa é do leitor.

Só assim, você conseguirá terminar suas histórias e publicar. 

Aliás, outro hábito que você precisa perseguir é o de terminar o que começa.

Não importa se surgir outra ideia, termine o que está escrevendo. E, cada vez mais, terá histórias prontas.


4) Não mentir a si mesmo e mostrar seus textos aos outros

“Não escrevo pros outros. Escrevo pra mim.”

De cada dez pessoas que dizem a frase acima, onze estão mentindo.

Mesmo quem está no começo da escrita, aventura-se com o intuito de “se levar jeito”, ver que tem talento, escrever suas histórias e publicá-las, impressas ou online.

Não para esquecer dessas ideias, certo? Então escreve para alguém.

Logo, não minta para si mesmo. 

Você escreve sim para outras pessoas, ok?

Mas o mito do gênio pode estar atrapalhando você

A primeira sensação que temos ao pensar em mostrar nossos escritos aos outros é de que vamos expor nossa intimidade.

Porém, não é verdade. 

Você não pensaria assim se tivesse construído uma casa, sentando tijolo por tijolo, e chamasse um amigo para ver, correto?

Então por que tem essa sensação com sua literatura?

A definição de “gênio”, que banalizou-se no senso comum, vem do romantismo (séc. XVIII). 

Aquela figura rebelde, incompreendida, solitária, problemática, destilando inspiração, boêmia, escrevendo e vivendo para sua arte, isolada de tudo e de todos é uma criação dos românticos, no real sentido do termo — pessoas que viveram/participaram deste movimento.

A realidade é bem diferente, embora não pareça.

Se Flaubert passava uma semana trabalhando em uma página de seu texto, ele era um gênio (no sentido romântico) ou um pedreiro aperfeiçoando sua construção?

Não preciso responder.

Portanto, mostre sua casa aos outros. Veja como se sentem dentro dela. Quais emoções são despertadas.

Não precisa acatar tudo que eles dizem.

E se quiser ir mais a fundo, contrate um profissional de leitura crítica e vá direto ao ponto.

Foi o que fiz anos atrás (obrigado pelas orientações, Eric).


5) Estudar por meio de livros e cursos para escritores/oficinas literárias

Você pode motivar-se ainda mais a tomar as quatro atitudes anteriores se observar esta última.

Há uma infinidade de manuais literários para escritores. Neles lemos experiências e orientações de quem conhece o caminho das pedras. 

Afinal de contas, por que reinventar a roda se ela já existe?

Se não souber por qual livro começar, procure: Escrever ficção, de Luiz Antonio de Assis Brasil; Como funciona a ficção, de James Wood; e Os segredos da ficção, de Raimundo Carrero.

E se quiser conhecer mais deles, veja esta lista que contém muitos outros.

E as oficinas literárias ou cursos de escrita criativa?

Bom, já escrevi sobre vantagens de fazer uma oficina literária, explicando exatamente o que é.

Mas deixe eu resumir aqui, contando minha história rapidamente de como esses cursos mudaram minha vida.

Em 2012, fui a Jaraguá do Sul/SC encontrar o escritor Luiz Ruffato em uma oficina.

Lá, tivemos de ler um conto nosso e ouvir as opiniões dos outros e do facilitador. A única regra era que não poderíamos dar desculpas nem explicar por que escrevemos assim etc. 

— O escritor tem que se garantir por seu texto — o Ruffato disse. 

E eu não esqueci. Saí dali com muita vontade de escrever, incendiado.

Com o passar do tempo, percebi que para melhorar como escritor, precisava ouvir mais. Ver como os outros viam, para depois desenvolver a minha visão de escritor, pautada em técnicas literárias que potencializariam minha escrita.

Resultado: passei por tantas oficinas que nem conseguiria citar todas de memória.

Muitas delas, onlines. Com ótimos professores, assistindo suas aulas em vídeo, respondendo testes e fazendo exercícios de escrita.

Até chegar ao momento atual, no qual eu mesmo desenvolvi oficinas literárias onlines, pautando-me em carências que percebi enquanto estudava.

Hoje, ofereço vários cursos, como:

Curso Gratuito 10 ERROS DE ESCRITORES INICIANTES 2.0
Curso Gratuito COMECE SEU LIVRO
Curso HÁBITO DE ESCREVER
Curso COMO ESCREVER CONTOS 2.0  
Curso CAMINHO DO ESCRITOR

Então não importa onde você viva, desde que tenha internet, pode estudar até no celular.

Garanto por experiência própria, e de milhares de alunos que fizeram meus cursos, que esta é uma das — senão a melhor e mais rápida — formas de evoluir como escritor.


Conclusão das 5 Atitudes de quem deseja melhorar como escritor

Quem disse que “escrever é fácil” nunca escreveu. Muito menos passou perto da escrita de ficção.

Há complexidades que devem, e podem, ser vencidas por meio de determinação e busca de ajuda.

Para melhorar como escritor, basta focar nos pontos acima.

Depois me conte o resultado. Ou melhor, me convide para o lançamento do seu livro!

Categorias: Artigos

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